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Pintura abstrata, técnica mista com colagem. 40x40cm.

Série Início da Vida.

Em particular, está obra é sobre o nascimento das estrelas, como acontecem...

O nascimento de uma estrela começa com uma 

protoestrela, um "bebê estrela" em formação dentro de uma nebulosa (nuvem de gás e poeira) que colapsa sob sua própria gravidade, aquecendo e girando para formar um disco denso e quente no centro.

Sobre a Série:

Existe um momento anterior ao primeiro suspiro. Um instante antes da semente romper a terra. Uma dimensão onde a vida já pulsa, ainda que invisível aos olhos – pura potência, pura promessa, puro espírito.

 

A série "Início da Vida" nasce dessa inquietação ancestral: o que existe antes do nascimento? Não me refiro apenas ao útero que gesta, mas ao campo invisível que precede toda manifestação física. Aquele território onde a alma escolhe encarnar, onde a semente ainda é sonho na mente da árvore, onde tudo que virá a ser já existe como possibilidade luminosa.

 

Através da técnica mista – colagem, acrílica e pigmentos naturais –, construo paisagens abstratas que habitam essa fronteira sagrada entre o não-manifesto e o manifesto. Cada fragmento colado é uma memória ancestral. Cada camada de tinta, um véu entre mundos. Os pigmentos da terra trazem a matéria; a abstração preserva o mistério.

 

Essas obras não buscam responder, mas convidar à contemplação do inefável. Elas sussurram perguntas: Seria a vida antes da semente uma vibração? Uma intenção cósmica? A própria essência espiritual aguardando o momento de se fazer carne, folha, raiz?

 

Assim como a colagem reúne fragmentos díspares em uma harmonia maior, "Início da Vida" celebra a multiplicidade que nos constitui antes mesmo de nascermos – as linhagens ancestrais, as memórias da alma, os sonhos que carregamos de outras dimensões. Cada tela é um portal para esse território liminar onde o espírito dança sua primeira dança, ainda livre da gravidade, ainda pura luz se preparando para a jornada da forma.

 

Convido você a se perder nessas texturas, nessas cores que não nomeiam, mas evocam. A sentir o pulso do que existe antes do primeiro batimento cardíaco. A reconhecer em si mesmo essa vida abstrata, espiritual, eterna – aquela que já éramos antes de nos tornarmos quem somos.